Projetos

Janelas Abertas - Ao lado da bossa

Série de shows composta por uma seleção, sempre renovada a cada apresentação, de choros, canções e sambas criados por Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Baden Powell, Dolores Duran, Garoto e Pixinguinha, dentre outros, em repertório que homenageia a permanência do universo do choro na música popular brasileira.

O projeto é integrado pela cantora Lúcia Helena e pelo trio formado pelos irmãos Marlon Júlio (7 cordas), Maycon Júlio (bandolim) e Magno Júlio (percussão), também responsáveis pelos arranjos.

"JANELAS ABERTAS" tem como proposta evidenciar o sentido de linhagem presente na geração de músicos e poetas como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Marino Pinto, Baden Powell e Dolores Duran, dentre outros, revelados ao grande público a partir da repercussão nacional e internacional da Bossa Nova.

Na produção desses músicos toda a bagagem da música popular e instrumental urbana, que se desenvolve no Brasil a partir do século XIX, aliada aos diversos gêneros nacionais e estrangeiros que se difundiram na chamada “Era do Rádio”, é sintetizada numa linguagem moderna, que conjuga brasilidade com universalidade.

Os roteiros de cada show seguem por caminhos que transcendem à sonoridade específica da Bossa Nova e enveredam por choros, modas, canções, sambas-canção e toadas, que mostram a abrangência e a dimensão da obra desses mestres da música brasileira. O repertório inclui, ainda, canções dos músicos que se constituíram em referência dessa geração como, por exemplo, Pixinguinha, Ary Barroso, Radamés Gnatalli, Bororó e Garoto, além de parcerias com os compositores que surgiam e se aproximavam, afinados com sua orientação musical, como Chico Buarque, Paulo Cesar Pinheiro e Hermínio Bello de Carvalho.

É possível perceber que as principais vertentes do que hoje conhecemos como MPB estão delineadas nesse trabalho, que elabora e devolve com grande sofisticação e modernidade a herança musical da tradição brasileira. Tom Jobim, com a peculiar capacidade de criar frases engraçadas sobre sua própria atuação musical, tem duas tiradas que ilustram essa história: "Carrego nas costas a cangalha de fazer música brasileira e ficam me acusando de querer ser estrangeiro” e “É tudo culpa do Mário de Andrade. Ele disse: façam música brasileira. Éramos estudantes e líamos Mário. Fizemos”.


Viver é que é valsar - (projeto ativo)

O projeto pretende realizar apresentações onde a valsa popular brasileira, do início do século XX aos compositores contemporâneos, é a personagem principal.

Realizado desde 2010, com arranjos originais de Marcelo Caldi, para a formação de piano, acordeão, bandolim, contrabaixo e bateria, empresta expressão contemporânea a valsas compostas nos últimos 80 anos de história da música brasileira.

A partir de 2014, Tibor Fittel assume a direção musical das apresentações do projeto e novidades virão por aí, com a adição de novas valsas, formações e arranjos aos shows.

O repertório inicial abrange desde valsas brasileiras compostas na primeira metade do século XX como “Rosa” (Pixinguinha e Otávio de Souza) e “Boa Noite Amor” (José Maria de Abreu e Francisco Matoso) até a produção contemporânea de novos talentos como “Sangramento” (Vinícius Castro) ou “Modinha para uma Flor” (Vidal Assis), abarcando, também, a farta safra valseira iniciada com a geração liderada por Tom Jobim e Vinícius de Moraes, como a “Valsa de Eurídice” (Vinícius de Moraes) ou “Eu te Amo” (Tom Jobim e Chico Buarque), por exemplo e uma ampla gama de composições de Aldir Blanc, Capiba, Capinam, Chico Buarque, Cristóvão Bastos, Edu Lobo, Ferreyra dos Santos, Francis Hime, Francisco Matoso, Guinga, Hermínio Belo de Carvalho, José Maria de Abreu, Julio Dain, Luciana Rabello, Marcelo Caldi, Maurício Carrilho, Mauro Aguiar, Newton Teixeira, Otávio de Souza, Paulinho da Viola, Paulo Cesar Pinheiro, Pedro Amorim, Pixinguinha e Tom Jobim, dentre outros.

O título do projeto foi inspirado nos versos “Viver é que é valsar, a valsa é que é o fascínio”, criados pelo grande poeta Paulo Cesar Pinheiro para a “Valsa de Realejo”, em parceria com Guinga, versos que expressam, como nenhum outro, o casamento perfeito entre a poesia e o pulso ternário, que se frutifica em mágica trilha sonora da vida brasileira: valsa seresteira, valsa nordestina, valsa guarânia, valsa jazz, valsa marcha, valsa que chora, valsa que ri, valsa que comemora, que sonha, que reza, que lamenta, valsa que tudo diz...

Em complemento aos shows, oferecemos a realização de oficinas de interpretação de valsa popular brasileira, ministradas pela cantora Lúcia Helena, com acompanhamento de um instrumento.

As oficinas terão o seguinte conteúdo: informações biográficas sobre a obra dos compositores escolhidos, informações sobre a trajetória da valsa popular no Brasil, audição de repertório selecionado, com estímulo à percepção melódica, leitura das poesias que se constituem em letras das valsas para sensibilização sobre seu significado, debate sobre caminhos de interpretação de duas valsas escolhidas pelo grupo, entre as trabalhadas, seguida de prática coletiva de canto.

O repertório para audição e prática incluirá, também, algumas canções bastante populares, para facilitar a identificação do gênero, como, por exemplo, “Parabéns a você”, “Romaria”, “João e Maria”, etc.

Show Ternária - formato duo

A cantora Lúcia Helena apresenta-se ao lado do pianista e acordeonista Tibor Fittel, em repertório que visa difundir a produção contemporânea da valsa popular brasileira, uma das mais ricas e férteis vertentes de nossa canção popular, e apresentar um painel representativo da produção recente de compositores e poetas brasileiros.

O show, baseado no CD “Ternária”, primeiro álbum da cantora Lúcia Helena, conta com direção musical de Tibor Fittel, que recria para o duo arranjos elaborados por Marcelo Caldi, Alexandre Caldi, Domingos Teixeira, Luis Barcelos e Marlon Júlio.

O roteiro de valsas inéditas ou pouco difundidas, extraído do repertório do CD, é formado por composições de Aldir Blanc, Alexandre Caldi, Caio Martinez, Cristóvão Bastos, Gabi Buarque, Guinga, Julião Pinheiro, Júlio Dain, Lucas Porto, Luciana Rabello, Lucina, Luhli, Luiz Barcellos, Luis Flávio Alcofra, Marcelo Caldi, Marlon Júlio, Maurício Carrilho, Mauro Aguiar, Paulo Cesar Pinheiro, Pedro Amorim, Pedro Franco, Sérgio Ricardo, Vidal Assis, Vinícius Castro e Wladimir Pinheiro. Para facilitar a identificação do público com o gênero, serão interpretados ainda alguns clássicos da valsa popular brasileira contemporânea, como “Joana Francesa”, de Chico Buarque ou "Luiza", de Tom Jobim, dentre outros.

Repertório do CD “Ternária”

Amorosa - Maurício Carrilho e Vidal Assis
Turbulências no Chão - Marcelo Caldi e Julio Dain
Lembrança Viva - Julião Pinheiro e Paulo Cesar Pinheiro
Manoela - Alexandre Caldi e Sergio Ricardo
Modinha para uma Flor - Vidal Assis
Valsa do Trovador - Luciana Rabello, Cristóvão Bastos e
Paulo Cesar Pinheiro
Valsa Vesperal - Luiz Flávio Alcofra e Mauro Aguiar
Sangramento - Vinícius Castro
Licores e Punhais - Lucas Porto e Vidal Assis
Valsa de Apartamento - Marcelo Caldi
Último Outono - Gabriela Buarque e Vidal Assis
Dois Casais - Luis Barcelos e Vidal Assis
Valsa de Sangue - Marlon Júlio e Vidal Assis
Dias Sem Fim - Wladimir Pinheiro
Valsa de Outono - Pedro Amorim e Paulo Cesar Pinheiro
Ana - Pedro Franco e Caio Martinez
Aria de Opereta - Guinga e Aldir Blanc


Projetos Encerrados

Dry (2011/2012)

O trio formado pelo pianista Evan Megaro (piano) e pelas cantoras Lúcia Helena e Simone Franco, apresentou, entre 2011 e 2012, o show “Dry”, interpretações poéticas e intimistas de um selecionado repertório de clássicos da música brasileira e americana, num encontro sem fronteiras entre jazz, samba, blues, valsa, bossa, choro e canção.

No roteiro, pérolas recolhidas de Gershwin, Cole Porter, Chico Buarque, Sueli Costa, Caymmi, Jobim, Vinícius, Cazuza, Gonzaguinha, Paulo Cesar Pinheiro, Guinga, Aldir Blanc e Sueli Costa, dentre outros grandes mestres da canção, contaram com arranjos de Evan Megaro, pianista e arranjador especializado em jazz, com dez anos de experiência em Nova Iorque.

O projeto ocorreu em período no qual Evan Megaro, americano de origem, dedicou-se ao curso de mestrado em piano clássico na UFRJ. Evan aproveitou sua estada no Brasil para vivenciar nossa música popular e pesquisar suas características interpretativas. Em contrapartida, as cantoras Lúcia Helena e Simone Franco puderam experimentar em seu repertório, inclusive em interpretações do cancioneiro nacional, arranjos construídos a partir da linguagem jazzística de Evan.


Regionais no Lapa (2012)

A formação instrumental conhecida como “conjunto regional”, com instrumentistas oriundos do choro, brilhou na "Era do Rádio" no acompanhamento dos principais cantores da época, por sua versatilidade e capacidade para criar arranjos caprichados ou improvisos de arrepiar para os grandes sambas e canções. Pixinguinha, Garoto, Benedito Lacerda, Dino, Meira, Altamiro Carrilho e Jacob do Bandolim, entre outros, integraram esses conjuntos de virtuoses, que deixaram um legado inestimável para a música brasileira.

Esta tradição, profundamente carioca, encontra-se em plena efervescência, com o surgimento de novos grupos regionais, integrados por músicos de muito talento, que vem presenteando a cidade com suas rodas de choro e craindo novos laços com os intérpretes da canção popular.

Celebrando a renovação dessa parceria, o Lapa Café recebeu a série Regionais no Lapa, idealizada e coordenada pela cantora Lúcia Helena, composta por três shows com as cantoras Simone Franco, Luana Feliciano e Lúcia Helena, nos quais interpretaram repertório clássico e contemporâneo do universo do samba-choro, acompanhadas por grupos regionais da melhor qualidade e diferentes formações instrumentais.

Abrindo a série, no dia 24 de outubro, Simone Franco e o Regional Aroeira, com “O samba atravessa a cidade”. O show, resultado de cuidadosa e bem humorada pesquisa, uniu o samba à vida cotidiana do Rio de Janeiro entre as décadas de 30 e 50, fazendo releituras de compositores consagrados como Wilson Batista, Geraldo Pereira, Ataulfo Alves, entre outros, e trouxe a versatilidade de uma linguagem que circula em diferentes esferas sociais ao mesmo tempo, que mantém sua essência brejeira.

No dia 07 de novembro, Luana Feliciano e Regional, trouxeram clássicos co repertório seresteiro, em canções, choros e sambas.

No dia 21 de novembro, encerrando o projeto, Lúcia Helena, e o regional formado Iuri Bittar e Marlon Júlio (violões de 7), Maycon Júlio (bandolim) e Magno Júlio (percussão) apresentaram uma seleção de choros, canções e sambas criados por Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Marino Pinto, Baden Powell e Dolores Duran, dentre outros, que revelam a versatilidade desses mestres da música brasileira. No repertório, que homenageia o sentido de linhagem e de permanência do choro na música popular brasileira, estiveram presentes ainda canções de músicos de referência dessa geração, como Pixinguinha, Ary Barroso e Garoto, e parcerias com compositores da geração que surgia afinada com sua orientação musical, como Chico Buarque, Paulo Cesar Pinheiro e Hermínio Belo de Carvalho. Esse show foi o embrião do projeto "Janelas Abertas".